Dia 9
Obras precisam-se…Mais cadeiras também…Já agora um palco maior…Pedimos desculpas aos que não puderam entrar…
Foi assim que resolvi sintetizar o dia em que o salão da associação rebentou pelas costuras…
Para começar a última noite de Festival uma surpresa. A Sofia, filha da pombalense Isabel Maria, foi ao palco mostrar como se dança, de certa forma a antecipar a malta para no dia 10 de Agosto ir romper umas meias solas ao arraial do Santo da Terra. Muito bem dançou a Sofia, parabéns!
Depois foi a estreia da nova peça de teatro do T.E.P.O., a companhia que joga com o símbolo da associação na camisola! Intitulada Retratos de uma aldeia, era uma peça com um conteúdo para o qual era preciso estar muito atento. Foi encenada pelo Gilmar, da companhia Urze teatro e teve como actores o João Magalhães, o Víctor Jaime Fernandes, o Toninho Baltazar, o Luís Matos, A Luísa Teixeira, Elsa Almeida e Laura Almeida.
O teatro em Pombal é uma tradição, e continua bem vivo! E porque não o leitor que está neste preciso momento a ler esta crónica entrar numa próxima aventura teatral? Olhe que o saber e a cultura não ocupam lugar…
É engraçado, o facto desta noite apresentar um só espectáculo, que começou às 24h, depois da bela procissão das Velas, ser a mais apoteótica de todas! Mostra como as pessoas gostam do FARPA…
Em jeito de curiosidade, de forma a aguçar o apetite…Este ano o FARPA comemorou 12 anos, deixou de ser uma criança…Que será que aí vem?
Com esta pergunta me despeço, parabéns ao muito público que compareceu em todos os espectáculos e muitos Parabéns à A.R.C.P.A. e à Urze teatro!
Dia 8
A tarde começou no Espaço d’ Arte FARPA. É mais um início como em todas as outras folhas do dia, a diferença é que no início desta tarde se falou do grande prodígio da música! Um menino, igual a todas as nossa crianças, com uma diferença, o talento dele substituía todo o empenho que a maioria dos humanos possa dispensar por uma causa! Ele chamava-se Wolfgang Mozart, só Amadeus para os amigos! Com cinco anos, ele brincava com notas musicais, compassos, pianos, cravos e violinos! Mozart faz-nos querer que Deus era músico, tal é a beleza dos sons que nos deixou, e que ele, o menino mágico tão bem soube tratar! A amiga companhia de teatro URZE apresentou-nos uma leitura (talentosamente) animada e que nos falava deste Menino Mágico, como se intitulava a peça! Só mesmo oAmadeus poderia ser desta forma contado às crianças, pois era para elas que se dirigia principalmente o momento. Que espantosa interpretação da URZE! Diria até que Mozart merece ser lembrado assim, da mesma forma que, assim, com a URZE, é bom recordá-lo!
Depois, no novo espaço que há pouco tempo o Pombal recebeu, decorreu a apresentação de um livro. Não é mais um livro, mas sim um que fala, da primeira à última linha, do Pombal, outras memórias! Conta as histórias de quem cresceu neste cantinho entre o Bechedo e o Alto do Pinhal, entre o São Lourenço e a Ponte de Paradela! Escrito pelo filho da terra, Fernando Augusto Figueiredo, deu continuação a uma tarde que estava dedicada à literatura! Parabéns ao escritor, sobretudo pela curiosidade que despertou no público, dada a boa afluência que esta apresentação apresentou!
À noite, a acrescentar ao público, quem em grande quantidade tem feio parte deste Festival, ainda se juntou Napoleão Bonaparte, a Rainha Dª Maria e outras personagens marcantes da História do Mundo! Imagine, o leitor que era professor de História e que poderia dar a sua última aula com individualidades que fossem suas admiradas. Pois bem, era esse mesmo o tema da peça! Um magnífico monólogo chamado Invasão trazido por um representante da companhia Entretanto teatro! As conversas, essas, para quem não assistiu, resta imaginar como seria falar com a sua personagem Histórica preferida!
O fim da noite trouxe-nos Carlos Andrade, uma agradável voz, acompanhado por uma não menos talentosa guitarra. Foi a oferta do Café Concerto do oitavo dia. Músicas conhecidas, desde Zeca Afonso a outras poesias de muitos brilhantes portugueses.
É um facto de que Pombal de Ansiães se deve orgulhar, os de cá são sempre os mesmos, mas os que nos visitam, esses, são muitos, muitos mais!
No fim do espectáculo, foi hora de ir dormir, ou então de ir para a Aldeia FARPA…Belo conceito, sim Senhor!
Dia 7
O sétimo dia do FARPA começo à tarde, com o uma sessão de cinema. Os Coristas, um filme de Clément Mathieu de 1949, que retrata a história de um professor de música, desempregado (sim no ano de 1949),que aceita trabalhar num colégio na reintegração social de menores. A tarefa parece à partida infrutífera, mas a música tem uma força própria e , estas crianças transformar a sua vida graças a esta. Mais que um filme, uma lição de vida!
À noite, o Grupo Polifónico de Agueda. A música é bem tratada por estas vozes. A diversão no rosto de quem cantava mostrava o bom que é fazer esta arte! Uma mistura de vozes, tonalidades diferentes, ritmos, feitos por este orfeão que mostra inovações musicais. Valeu a pena vir a Pombal para ouvir este espectáculo, é bom quando se ouve cantar assim!
Depois, para terminar um dia que parecia ser dedicado ao canto, um espectáculo de fazer xixi na cama… E vou explicar antes que se pensa outra coisa. Como se diz que quem brinca com o fogo molha os lençóis, este espectáculo era propício. Em Pombal estiveram os Hera, uma companhia que fez malabarismo com fogo! Até queimava só de ver, o melhor é nem imaginar o processo de aprendizagem…deveria ser qualquer coisa dó género Ui! Ai! Queima! Ah! Foi muito, mesmo muito agradável, que o diga a tia Maria Isabel, que por cá continuou a aparecer!
O público, esse não pára de surpreender, tanto e tanto, cada vez mais à medida que se aproxima o fim de semana.
Dia 6
Continuação da manhã anterior. Foi assim mesmo que começou o dia sexto do FARPA 09. Mais uma sessão de Yoga, obedecendo ao tema da Sofrologia. Os mesmos intervenientes a ensinar, ainda mais gente a aprender.Em consequência do sucesso deste Workshop, os ecos espalharam-se e o público voltou a aparecer.
A tarde foi para aprender teatro. Um Workshop dedicado a técnicas teatrais, apresentado por Ângela Marques e Fernando Moreira. Este tema interessa deveras à população do Pombal, cuja história se mistura com o gosto pela actividade teatral. Aprenderam-se técnicas e posturas, foi mais uma boa malha do FARPA. Este novo formato de festival torna-o, realmente, mais interessante!
À noite, no Auditório FARPA, a companhia de teatro Astro Fingido interpretou a peça Sonhos e Miminhos. Uma história dirigida a toda a família, que mostrava as trapalhadas de duas cozinheiras que perceberiam tanto da sua profissão como de motores de aviões. Enfim, a cozinha para elas deveria ser proibida! Foi uma representação muito divertida e fica, por isso, de parabéns a companhia. E, no muito público presente, haveria certamente uns bons garfos, deveriam ter tido um grande aperto de coração, pela forma como estas duas trapalhonas se ocupavam das lides domésticas.
Para terminar a noite, a amiga companhia de teatro Urze apresentou a peça Os Saltimbancos. Desta vez, puseram-se de lado os aplausos que estes co-produtores desta edição do Festival merecem, para lhes dar os aplausos pela fantástica representação. Esta peça fala-nos num grupo de Saltimbancos, que andam de terra em terra a contar histórias, a animar as pessoas e em troca disso a ganhar uns tostões para o pão de cada dia! Aquiles que antigamente em Pombal seriam chamadosRauteiros, que iam para tudo que era sítio em busca de mais uma festa e de fazer parte da mesma.
De salientar, mais uma, a forte adesão do público, de onde se destaca a quantidade de pessoas que visitam o Pombal sem que tenham qualquer ligação familiar à aldeia, vêm pelo FARPA!
Dia 5
É para hoje, bem podia ser para amanhã…
Poderei dizer-vos, com toda a legitimidade e em jeito de explicação, que o dia de ontem começou calmo! Porque, depois de saltar da cama, um suave pequeno-almoço de verão, lá se foram as Pessoas FARPA até à Escola FARPA.O local era propício e, junto com os ensinamentos de Ana Viegas e Carlos Neto – que transmitiram os talentos necessários para se fazer Yoga- proporcionou-se aos presentes uma óptima manhã de tranquilidade. Estava portanto toda a gente no estado Zen. A Sofrologia, tema deste Workshop, é um ramo do saber que garante ser a partir dos sentidos que o ser humano poderá encontrar a paz de espírito. Foram duas horas tão agradáveis! Aposto até que nenhum dos presentes se lembrou da falta que vai fazendo uma aguinha para fazer medrar as uvas…
À noite, o grupo de teatro Nariz -é assim mesmo, não olhos nem boca-, trouxe-nos uma peça intitulada O canto do Cisne, de Anton Tchekov. Porque os cisnes morrem a cantar, a esta peça não lhe caberia melhor resumo. Falou-nos então de um palhaço, ele queria ser um criador de alegria e teatro que chegara ao fim da sua carreira. Velho, sem piada, estava arrumado para o teatro. Que grande noite de Festival, pois o momento foi mais que uma representação. A psicologia ocupa algum do seu tempo no estudo disto mesmo, a análise que se faz à vida quando o tempo porvir é menos que aquele que já passou. Vale a pena reflectir, assim como valeu muito mais ter vindo a Pombal de Ansiães ver esta interpretação.
O espectáculo que fechou a noite chegou do país vizinho, precisamente da mais vizinha ainda província Galega. O grupo Orcéllon, veio mostrar o som da gaita de foles galega, este instrumento que tem tanto de belo como de estranho. Primeiro o seu som é em tudo semelhante à voz humana. Passo a explicar, da mesma maneira que nem o melhor cantor do mundo consegue cantar por duas vezes a mesma nota de maneira igual (analisando ao pormenor, é fisicamente quase impossível obter duas vezes o mesmo comprimento e frequência de onda), também este instrumento é inconsistente neste aspecto, muito por causa do material de que é feito (madeira, estômagos de cabrito, etc.). Mas este assunto é vinho de outra pipa. Daria para uma bela discussão para quem gosta de música. Ficámos por tanto a ouvi-los e, a sonhar, porque com esta sonoridade podemos fazê-lo, é que, a gaita de foles é um instrumento de regalo em algumas partes, de pastoreio noutras (Como em Miranda do Douro), e a sua história e origem é um tesouro, não há, quase, na Europa um país que não registe este instrumento ou um que lhe seja antecessor.
De registar, com agradecimento, a quantidade de pessoas que se têm deslocado à nossa terra, diria até que o Pombal está na moda! E por falar em Pombal, permitam-me um comentário, aqui, festa que é festa tem que ter a tia Maria Isabel, e não falha, ela tem estado todos os dias por cá! É caso para dizerHaja saúde e coza o forno!
Dia 4
Viste a minha mãe?
Esta poderia muito bem ser uma frase que definiria o dia de ontem, através da qual quero antes de tudo congratular todos os presentes. É que dada a quantidade de pessoas que assistiram ao espectáculo na Praça FARPA, essa tal criança que por momentos havia desviado o olhar da mãe, dificilmente a encontraria imediatamente.
A tarde começou com um Workshop na Escola FARPA. O tema era Breackdance. Maggy S ensinou-nos então como se faz conjugar os movimentos corporais próprios desta dança com a sua música, característica. Destaca-se a importância de noções rítmicas, tal como uma necessária elasticidade e boa condição física.
Agora os espectáculos. O primeiro, apresentado pela companhia T.A.S. (Teatro de animação de Setúbal) trouxe-nos uma peça do Grande Mestre do teatro, Gil Vicente. Possivelmente todos já viram O Auto da Barca do Inferno, mas dada a qualidade da interpretação, poderei acrescentar que, assim, nunca é demais vê-la. Três actores, fazendo ora de umas personagens ora de outras, encheram o palco! Tão antiga e tão actual esta peça, mas, sobretudo, o Mestre deve estar orgulhoso por haver companhias que lhe passem a palavra com tal qualidade. Está de parabéns o teatro, também o T.A.S.
Quando terminou este espectáculo espectacular (passe a redundância), foi hora de nos fazermos ao caminho, que é como quem diz ir até ao FARPA Bar. Um momento de Vídeo Arte, trazido pela Susana Bento, Petra Braun, Júlia Hinterberger e Armin Pils. Esta Curta Metragem mostrou aos Pombalenses um pouco daquilo que se faz nas terra de Mozart!
A noite terminou com mais um Café-concerto no FARPA Bar. Pe7er Panic, com o espectáculo One Man Show.Foi este o animador da noite. O título fale por si, porque este artista disse por suas palavras que O resto da banda perdeu-se, por isso vou tocar sozinho. Então, tocando uma guitarra e fazendo ao mesmo tempo o seu acompanhamento com instrumentos de precursão.
Digamos, portanto que ontem foi o dia o ritmo, e de uma fantástica apresentação teatral.
Dia 3
Folha do dia 03 de Agosto.
O dia começou cedo. Ainda aqueles que fartos estavam da merenda que haviam comido, já dançavam ao ritmo dos ensinamentos da quase conterrânea Susana Bento. A Susana, bailarina contemporânea, dedicou algum do seu tempo para nos pôr a dançar, ou pelo menos tentar dançar… É que, caros leitores, quando se vê o desempenho da nossa amiga, dá mesmo vontade de fazer igual, tal é a sua graciosidade! Quem sabe, sabe! E mais nada!
Foi portanto um belo passatempo este. Dançar é saudável, dançar num ambiente familiar é muito mais. Mais vos digo, os participantes gostaram tanto de engolir microbolinhas que os ajudavam a mexer que até defenderam que este workshop fosse feito duas vezes por semana.
Agora só continuo se me responderem a uma pergunta… Quem não gosta de uma boa História? Ninguém! A que propósitos vos pergunto isto? É que ontem à tarde, no Espaço de Arte FARPA, um Senhor com a imagem do contador de Histórias que imaginamos em criança nos deliciou com isso mesmo, Histórias. Transplantou os belos cenários do Brasil, a criatividade de quem escreve uma novela, tudo em duas horas… Histórias de Princesas, de maravilhas, de tudo o que preenche os sonhos que moram em cada um de nós. Fê-lo com enorme brio este Contador de Histórias, Thomas Bakk, assim foi baptizado! Permitam-me falar pelos presentes, presos às cadeiras, ou ao chão, não fazendo nem barulho para enxotar uma mosca! Era preciso ouvir o que o Senhor Bakk nos contava! Depois, risos, sustos, sentimentos vários! Tinha piada o sujeito! Que belo momento de festival! Arrependam-se todos os que não compareceram.
À noite, coisas humanamente pouco comuns. Por cá passaram três artistas Espanholas, conhecidas por Atropecias. Içadas em cordas, levaram o FARPA a 5 metros do chão, onde, quais aves exibicionistas, se fartaram de dar cambalhotas! O público gostou, ainda bem!
Para terminar a noite a música foi, literalmente outra. Os SYS (Sincronyzed Sistems), trouxeram-nos duetos interpretados naquele que é um dos instrumentos musicais mais respeitado e admirado, falo-vos da Guitarra Clássica. É bom quando o charme deste instrumento nos ocupa o serão, assim sim!
Mais uma vez, aqueles tais dorminhocos naturalistas resolveram acampar por cá, boa noite é o que se lhes deve dizer!
Dia 2
C’ um Caneco!!
É o que me apraz dizer acerca do dia de ontem…
Começou então com um workshop de reciclagem, promovido pelo Simão, (Cadeira de Van Gogh). As crianças, até mesmo os graúdos, aprenderam a fazer brinquedos, com aquilo que normalmente iria parar ao ecoponto. Garrafas plásticas de bebidas transformaram-se em lulas e tubarões. Folhas de cartão em borboletas… Tens razão Antoine Lavoisier, na natureza nada se perde nada se cria, tudo se transforma. Se me permitem acrescentaria, “assim haja imaginação”. Ao Simão não lhe falta, ensinou-nos e divertiu-nos a fazer coisinhas.
Contado ninguém acredita. Até o próprio rei da música Cubana, Compay Segundo, se soubesse da animação que passou por cá com um grupo que veio da “sua” Cuba, lá longe, nas Américas, se reviraria na tumba com inveja! É que os HABANA TROPICAL “abriram o livro”! Vamos lá explicar… Estes cinco elementos, que nas veias têm sangue latino, puseram toda a gente a bailar. Dos 7 aos 70, saudáveis e reumáticos! Numa noite cheia de solero, a diversão alucinou os presentes, como é contagiante a alegria da música criativa! O ritmo, a postura, os sentimentos passados aos ouvintes, tudo isto fez com que as cadeiras ficassem vazias, não porque houvesse pouca gente, mas porque a maioria preferiu levantar-se e ser parte do espectáculo!
Depois dos HABANA TROPICAL, uma homenagem. Uma homenagem a um músico brilhante no seu tempo! Uma personagens daquelas que desperta curiosidades, como se de um homem mascarado se tratasse… O Zeca Afonso! Faria ontem 80 anos se fisicamente estivesse connosco. Perdão, o Zeca fez ontem 80 anos, porque ele anda por aí, pois sempre que “a corja espreita da janela, o que faz falta é avisar a malta”! Assim, com duas guitarras, e mais algumas vozes, (Pombalenses) o palco encheu-se com espírito do homem que nunca estava contente sem a alegria do povo! O que aconteceu? Cantou-se Zeca no palco principal do FARPA …Venham mais cinco… Vejam bem… Cantigas do Maio…
Terminados estes momentos, palmas…
Uma noite, termina sempre melhor se nos derem boa música, foi o caso. O grupo Lounge’ as trio trouxe-nos tango electrónico. Este grupo português interpretou duma forma muito própria temas do grande Carlos Paredes, Astor Piazzolla, Amália, entre outros. O tango tem magia, os que o ouviram ficaram parados, assim não perderiam pitada, nem uma nota! Foi um entre muitos momentos agradáveis, um contagiante acordeão, com percursão e um baixo a acompanhar, preencheram o vazio do FARPA BAR, quem lá esteve desejou que não acabasse, mas quando acabou, desejou que recomeçasse. Até para o ano, em jeito de desabafo… Se é que me faço entender…
No fim da noite, “a rendição do guerreiro”, momentos animados de convívio entre os intervenientes do espectáculo, numa despedida como deve ser feita, com apreço!
De salientar que a aldeia FARPA, (acampamento) voltou a ter os tais “dorminhocos naturalistas”!
Assim foi o dia, sobre o qual poderia dizer C’ um Caneco; Com mil diabos; Macacos me mordam; Omessa; O diabo a sete; ou “transmontanamente”, Bô!
Dia 1
Começou! Começou! Começou o FARPA 2009, o FR9!
Por volta das 17h, eis que surgiu o primeiro espectáculo deste festival que… “Trás montes de emoções”… Mas vamos por partes.
O dia começou chuvoso, mas “festa molhada é festa abençoada”, houve até quem tivesse acampado no espaço que este ano está reservado para isso mesmo, a ansiedade era tanta que esses “dorminhocos naturalistas” não hesitaram! Quiseram mesmo ser os primeiros a respirar o F(AR)PA saudável da nossa Associação!
Agora os espectáculos. O primeiro, como já foi dito começou por volta das 17h, uma agradável sessão de poesia. O evento, bastante erudito, precisava de um palco ao seu nível, assim sendo, o Tó (António Domingos), da Associação A Cadeira de Van Gogh, do Porto, conhecido amigo de Pombal de Ansiães, teve no belo espaço interior da nossa Igreja, o local apropriado. Enquanto declamava, uma guitarra Clássica completava as letras, as palavras, de forma a dar mais poesia ao momento! Foi um pedaço de tarde muito agradável, irónica talvez…Galileu na Igreja…
Depois destas palavras sábias de quem escreveu tão belas poesias, Zeca Afonso, António Nobre, Manuel Alegre, entre os demais; depois de entregues as tão desejadas garrafas de vinho que servem para recordar e uns girassóis, que serão marca deste festival, foi momento de marcar presença num Porto de Honra. Este foi um momento de Fado que se transformou e que acolheu todos os que quiseram comparecer. A par ocorreu a apresentação de um livro que fala da nossa aldeia:Pombal de Ansiães, outras memórias. Foi escrito por Fernando Figueiredo, um conterrâneo. O livro estará durante estes dias à venda na A.R.C.P.A.
Ao mesmo tempo, nas paredes do salão inaugurou-se uma exposição trazida pela Associação A Cadeira de Van Gogh, em que imperam as formas geométricas , um exemplo de arte digital realizada por Paulo Araújo que caricatura algumas personagens bem conhecidas de Portugal e do Mundo. De salientar que o Director da Agência da Fundação INATEL de Bragança facultou algumas fotografias que ajudaram na decoração do ambiente.
Entretanto, o sol pôs-se. A lua, ainda que tímida, deu o luar, o cenário ideal para aqueles “cantadores” que apaixonados cantaram o fado de Coimbra. A Capelinha revelou-se perfeita para o momento! E com este mesmo luar a noite abrilhantada pelo Grupo de Fados da Faculdade de Direito da Universidade do Porto. Uma noite de fados na Capelinha, um dos novos palcos do FARPA, maravilhoso!
E foi daí, do alto da Capelinha que se viu o fogo-de-artifício de abertura do Festival. Até o céu se coloriu para dar as boas vindas ao festival mais cultural do princípio de Agosto!
Depois, a malta foi até ao Pinhal do Norte, era dia de festa lá. Como as rivalidades já lá vão e já que “amigo não empata amigo”, a noite terminou com uns passos de dança no arraial dos nossos vizinhos.
Assim foi o primeiro dia de festival. Os que virão? Cá estarei para vos contar!
Newsletter 2#
O teatro de rua, o teatro de sala, música, o cinema, o vídeo-arte, a acrobacia, os espectáculos para crianças, o som das gaitas da Galiza, a animação de rua, a pintura, a arte digital, a música alternativa, o fado, workshops, são manifestações artísticas que fazem parte da 12ª edição do FARPA.
Diversas actividades para públicos diferentes em nove dias de emoções numa festa que se quer cultural envolvente e que aproxime as artes do público e dos criadores. Tudo isto num ambiente rural, numa típica Aldeia transmontana, com o rio Tua aos pés!
A programação é prova de um evento intenso e único na região!
PROGRAMAÇÃO FARPA2009
> sábado, 1
16H00 | Igreja
ABERTURA OFICIAL
-
16H15 | Igreja
Sessão de Poesia
pela A CADEIRA DE VAN GOGH
-
17H00 | Auditório FARPA
PORTO D’Honra
-
17H30 | Auditório FARPA
Abertura da exposição de Arte Digital
de PAULO ARAÚJO
-
17H30 | Auditório FARPA
Abertura da exposição colectiva de Pintura
pela A CADEIRA DE VAN GOGH
-
21H45 | Capelinha
pelo GRUPO DE FADOS – Fac. Direito do Porto
–//–
> domingo, 2
10H00 | Árvore FARPA
Workshop de reciclagem
pela A CADEIRA DE VAN GOGH
-
18H00 | Auditório FARPA
LANCHE CONVÍVIO
-
21H45 | Praça FARPA
Música pelos HABANA TROPICAL
-
23H30 | FARPA Bar |
Música «Lounge’as Trio» pelos SERVISHOW.COM
–//–
> segunda, 3
16H00 | Escola FARPA
Workshop de dança criativa orientado por SUSANA BENTO
-
18H00 | EsPaço D’Arte
performance por Literatura de Cordel «O Senhor dos Cordéis» por THOMAS BAKK
-
21H45 | Praça FARPA
Novo Circo/Acrobacia «Echadas a la mar» pelos ATROPECIAS (Espanha)
-
23H30 | FARPA Bar
Música «Concerto acústico» pelos SYNCH SYS
–//–
> terça, 4
16H00 | Escola FARPA
Workshop de dança Breakdance orientado por MAGGY S (Áustria)
-
21H45 | Praça FARPA
Teatro de Rua «O Auto da Barca do Inferno» pelo TAS – TEATRO DE ANIMAÇÃO DE SETÚBAL
-
23H00 | FARPA Bar
Vídeo Arte «Molluska» e «cW or colour Wish» de SUSANA BENTO, PETRA BRAUN, JULIA HINTERBERGER E ARMIN PIL SARMIN PILS (Portugal e Áustria)
-
23H30 | FARPA Bar
Música «One Man Show» por Pe7er PANIC (Portugal)
–//–
> quarta, 5
10H00 e às 16H00 | Escola FARPA
Workshop Yoga – Sofrologia orientado por ANA VIEGAS e CARLOS NETO
-
21H45 | Auditório FARPA
Teatro «O Canto do Cisne» pelo O NARIZA – TEATRO DE GRUPO
-
23H30 | Praça FARPAMúsica
Música «Orcéllon – Gateiros da Galiza» pelos O CARBALLIÑO
–//–
> quinta, 6
10H00 | Escola FARPA
Workshop Yoga – Sofrologia orientado por ANA VIEGAS e CARLOS NETO
-
16H00 | Escola FARPA
Workshop de Técnicas Teatrais orientado por ÂNGELA MARQUES e FERNANDO MOREIRA
-
21H45 | Auditório FARPA
Teatro «Sonhos e Miminhos» pelo ASTRO FINGIDO
-
23H30 | FARPA Bar
Animação teatral «Os Saltimbancos» pela URZE TEATRO
–//–
> sexta, 7
17H00 | EsPaço d’Arte
Cinema «OS CORISTAS» de
-
21H45 | Praça FARPA
Música pelo ORFEÃO DE ÁGUEDA
-
23H30 | FARPA Bar
Malabarismo e fogo pelos HERA
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> sábado, 8
17H00 | EsPaço D’Arte
Leitura encenada «Mozart, o menino mágico» pela URZE TEATRO
-
18H300 | Jardim FARPA
Apresentação do Livro«Pombal de Ansiães: Outras Memórias»
de FERNANDO AUGUSTO FIGUEIREDO
-
21H45 | Auditório FARPA
Teatro «Invasão» pelo ENTREtanto TEATRO (Portugal)
-
23H30 | FARPA Bar
Música por CARLOS ANDRADE
–//–
> domingo, 9
00H00 | Auditório FARPA
Teatro «Retratos de uma Aldeia» pelo TEPO – TEATRO DE POMBAL DE ANSIÃES
-
ENCERRAMENTO
–//–
(*) Alertarmos para o facto de que o programa poderá sofrer eventuais alterações!